“Eu vivo uma luta que é surrealista, que é um tanto quanto insólita. O meu recurso já foi provido desde maio e desde então a gente vem lutando para que uma decisão do Supremo Tribunal Federal seja cumprida. O registro da minha candidatura foi deferido. Eu fui o mais votado, mas não consigo tomar posse. É algo estranho o que vivemos nesta quadra na democracia brasileira”, disse.
Cássio disse que vem aguardando o desenrolar da situação com paciência, lutando para que o voto do povo paraibano possa vir a ser respeitado.
“A decisão já foi tomada pela Justiça. È importante sempre esclarecer que o meu processo foi vitorioso no STF. E eu não me refiro a não aplicação da Lei da Ficha nas eleições passadas, mas sim ao meu caso específico. O ministro Joaquim Barbosa deu provimento, ou seja, me deu ganho de causa”, ressaltou.
Portanto, segundo o senador eleito, já era para ter sido diplomado, uma vez que a decisão já foi publicada, mas o Tribunal Regional Eleitoral não toma nenhuma providência.
Indagado se o entrave estaria na Corte Eleitoral paraibana, Cássio disse que o TRE já poderia ter resolvido.
“A Justiça Eleitoral existe para que? Ela existe para preservar a vontade do eleitor e a vontade do eleitor foi me eleger senador da República. O meu registro foi deferido no Supremo e o TER já poderia ter resolvido essa questão e o agravo regimental que foi impetrado por Wilson Santiago não tem o efeito suspensivo”, explicou.
Fazendo um paralelo das situações vividas sobre o seu processo de cassação, Cássio destacou que quando chegou à instância final, no dia seguinte teve que se afastar do cargo, o recurso interposto foi fora do cargo e essa situação não se repete agora.
“Ganhei na última instância, mas desta feita quem recorreu está recorrendo no exercício do caro. Então eu me vejo em dois momentos: onde foi para perder para perder o mandato eu tiver que ser afastado imediatamente. Para exercer o mandato para o qual fui eleito, eu tenho que esperar fora”, avaliou.
Indagado se era algo especificamente contra a ele ou de forças políticas, ele disse não querer crer que se trata nem de um nem de outro. “Eu acho que isso serve para uma profunda reflexão em torno da necessidade de maior eficácia das decisões judiciais em todos os casos”, pontuou.
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